http://www.dampalestine.com
DAM pode ser lido como acrónimo de Da Arabian MC's, mas não deixa de remeter para دام, o radical que contém a ideia de durabilidade. Estes rappers palestinos cantam em árabe, mas também em inglês e hebraico. Para os apreciadores do género, entre os quais me incluo vivamente há mais de duas décadas, a não perder, absolutamente.segunda-feira, 3 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
A1.2 - Conjugação verbal . 5
Conjuntivo
Verbo كتب (kataba) - escrever
Verbo كتب (kataba) - escrever
O conjuntivo é formado a partir da vocalização do imperfeito, que no caso deste verbo é يَكْتُبُ [yaktubu].
Singular
أَكْتُبَ
'aktubaتَكْتُبَ تَكْتُبي
taktuba [m] taktubī [f]يَكْتُبَ تَكْتُبَ
yaktuba [m] taktuba [f]
Dual
ــــــــــــــــــ
تَكْتُبا
taktubāيَكْتُبا تَكْتُبا
yaktubā [m] taktubā [f]
Plural
نَكْتُبَ
naktubaتَكْتُبو تَكْتُبْنَ
taktubū [m] taktubna [f]يَكْتُبو يَكْتُبْنَ
yaktubū [m] yaktubna [f]
Esquema da conjugação verbal árabe organizada à maneira árabe (talvez não aconselhável antes de ter a conjugação à ocidental dominada :D )
A1.2 - Sessão 02 - TPC
Trabalhos para casa para a sessão 03:
- escrever 5 frases com أحب
- escrever 5 frases com لا أحب
- rever os numerais
- rever as horas
- listar vocabulário da folha distribuída na aula, separando substantivos, adjectivos, verbos, pronomes, preposições
A1.2 - Sessão 02 - 2008.10.29
1. Conversação
2. Sistema verbal
3. Oração integrante introduzida por أَنْ
2. Sistema verbal
- imperfeito do indicativo activo
3. Oração integrante introduzida por أَنْ
A oração introduzida por أن ['an] usa-se, entre outras, em circunstâncias onde em português esperaríamos um infinitivo. Pode também equivaler a uma integrante:
أريد أن أذهبَ
['urîdu 'an 'aḏhaba]
Quero ir
أريد أن تذهبَ
['urîdu 'an taḏhaba]
Quero que tu (homem) vás
أريد أن تذهبي
['urîdu 'an 'aḏhaba]
Quero ir
أريد أن تذهبَ
['urîdu 'an taḏhaba]
Quero que tu (homem) vás
أريد أن تذهبي
['urîdu 'an taḏhabî]
Quero que tu (mulher) vás
Quero que tu (mulher) vás
N.B.: a partícula أن constrói-se com o modo conjuntivo, que no singular se distingue do indicativo apenas pela substituição do [u] final por um [a] em todas as pessoas excepto na 2ª feminina, em que o ـن [na] final desaparece.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Futebol na Palestina
A selecção de futebol da Palestina jogou pela primeira vez na sua terra. O adversário foi outra equipa árabe a Jordânia, e o resultado um empate, 1-1. O resumo em vídeo pode ser visto na página do Público. Fica aqui a notícia, porque este blogue também se faz disto.
domingo, 26 de outubro de 2008
A1.2 - Apresentações - André
Esta é a minha apresentação. Façam as vossas, e publiquem! Se não conseguirem introduzir os caracteres árabes, enviem em transcrição, que eu passo para o alfabeto árabe.
إسمي أنـدري، وأنا من البرتغال
عُمْري سبعة وثلاثونَ عاماً
أنا أستاذُ، أدرّس اللاتينية في جامعةِ لِشبونةَ
أُحِبُّ عملي لأنيّ أحب اللغةَ والأدبَ والتدريسَ
ʾismī André, wa-ʾanā mina l-Burtuġāl
ʿumrī sitta wa-ṯalāṯūn ʿām
ʾanā ʾustāḏ, ʾudarrisu l-lātīnīya fī jāmiʿat Lišbūna
ʾuḥibbu ʿamalī liʾannī ʾuḥibbu l-luġa wa-l-ʾadab wa-l-tadrīs
O meu nome é André, e sou de Portugal
A minha idade é de 37 anos
Sou professor, ensino Latim na Universidade de Lisboa
Adoro o meu trabalho, porque gosto da língua, da literatura, do ensino.
A minha idade é de 37 anos
Sou professor, ensino Latim na Universidade de Lisboa
Adoro o meu trabalho, porque gosto da língua, da literatura, do ensino.
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
A1.2 - Sessão 01 - 2008.10.22
1. Apresentações
- nome
- nacionalidade
- idade
- estado civil
- ocupação
- reconhecimento de letras
- vogais breves
- exercícios de leitura
ليس لي سيارة
[laysa lî sayyâra]
eu não tenho carro
[laysa lî sayyâra]
eu não tenho carro
A negação da posse com pronome afixo faz-se recorrendo à forma ليس , na 3ª pessoa do singular masculina, independentemente do sujeito do enunciado.
4. O verbo de negação de "ser" e "estar" no presente
A negação de "ser" e "estar" no presente faz-se recorrendo ao verbo ليس :
singular
لَسْتُ
لَسْتَ لَسْتِ
لَيسَ لَيسَتْ
plural
لَسْنا
لَسْتُم لَسْتُنَّ
لَيسوا لَسْنَ
4. O verbo de negação de "ser" e "estar" no presente
A negação de "ser" e "estar" no presente faz-se recorrendo ao verbo ليس :
singular
لَسْتُ
لَسْتَ لَسْتِ
لَيسَ لَيسَتْ
plural
لَسْنا
لَسْتُم لَسْتُنَّ
لَيسوا لَسْنَ
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لَيسَ
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Conferências na FLUL
CONFERÊNCIAS
no âmbito da Exposição O Sahara: Patrimónios, Arte e Memória
DIVERSITÉ DES FORMES D’ADAPTATION CULTURELLE EN MILIEU SAHARIEN
no âmbito da Exposição O Sahara: Patrimónios, Arte e Memória
DIVERSITÉ DES FORMES D’ADAPTATION CULTURELLE EN MILIEU SAHARIEN
Rachid Bellil
Centre National de Recherches Préhistoriques, Anthropologiques et Historiques
Ministério da Cultura da República Democrática e Popular da Argélia
Centre National de Recherches Préhistoriques, Anthropologiques et Historiques
Ministério da Cultura da República Democrática e Popular da Argélia
Prof. Doutor João Soeiro
Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
27 de Outubro de 2008 — 16h00
Sala 5.2 – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos de Música e Dança
Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa
27 de Outubro de 2008 — 16h00
Sala 5.2 – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Entrada Livre
Organização:
Centro de História da Universidade de Lisboa
(Linha de Investigação Modelos Identitários)
Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos «David Lopes»
Mestrado O Sul Ibérico e o Mediterrâneo
Centro de História da Universidade de Lisboa
(Linha de Investigação Modelos Identitários)
Instituto de Estudos Árabes e Islâmicos «David Lopes»
Mestrado O Sul Ibérico e o Mediterrâneo
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Novos cursos - 2008 / 2009
O CLi inicia a partir desta semana os seus novos cursos de Árabe. Esperemos que sejam apenas os primeiros de muitos, para este ano!Amanhã, dia 22, começa o módulo A1.2, com horário das 18:00 às 21:00, às Quartas.
No dia 27 começa o módulo de iniciação, A1.1, com horário das 18:00 às 21:00, às Segundas.
As salas não estão ainda definidas, por isso o encontro será na sala do CLi, salvo indicação em contrário por parte dos formadores ou do coordenador.
Estão ainda abertas inscrições para qualquer dos módulos.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Colóquio Internacional A Península Ibérica, o Magrebe e o Mediterrâneo e a Exposição O Sahara: Patrimónios, Arte e Memória,
Recebi por email a seguinte informação:
«Ex.mo(a) Senhor(a)
O Centro de História da Universidade de Lisboa vem por este meio divulgar o Colóquio Internacional A Península Ibérica, o Magrebe e o Mediterrâneo e a Exposição O Sahara: Patrimónios, Arte e Memória, organizados pelo Centro de História (no âmbito da sua linha de investigação em Modelos Identitários) em colaboração com o CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora), e coordenados pelo Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes, investigador do C.H.U.L. O Colóquio, com o qual se pretende proceder ao lançamento do novo curso de mestrado O Sul Ibérico e o Mediterrâneo, leccionado entre a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Universidade de Évora, visa discutir aspectos vários da história e da cultura das duas margens do Mediterrâneo Ocidental, incidindo sobretudo sobre a Antiguidade e a Idade Média, e contará com a participação de vários especialistas portugueses e argelinos de reconhecido mérito. O Colóquio terá lugar nos dias 13 e 14 de Outubro, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras, e a Exposição decorrerá entre 13 e 31 do mesmo mês, no átrio da mesma instituição.»
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UNESCO premeia o "coração árabe" do poeta e ensaísta português Adalberto Alves
09.10.2008, Margarida Santos LopesOs 22 mil euros
vão ajudar a financiar
uma enciclopédia para
a qual nenhuma embaixada
ou instituto cultural
quis contribuir
Adalberto Alves consegue precisar o momento em que se apaixonou pela cultura árabe. Foi aos cinco anos, quando viu o filme Ladrão de Bagdad, "não a versão muda" mas a que foi realizada em 1940 por Ludwig Berger, Michael Powell e Tim Whelan. Ontem, a UNESCO recompensou esse amor, mas também a sua "busca interior", que o levou a escrever "uns 30 e tal livros", como afirmou ao PÚBLICO, por telefone.
Autor de O Meu Coração é Árabe, provavelmente uma das suas obras mais conhecidas - "os leitores sentiram-se tocados como se tivessem reencontrado um parente perdido" - o poeta, ensaísta e tradutor português vai receber 22 mil euros, o valor do Prémio Sharjah para a Cultura Árabe, criado pela UNESCO em 1998.
A mesma quantia será atribuída ao egípcio Gabel Asfour, director da Fundação de Tradução Nacional no Cairo. A Asfour foi reconhecido o seu "importante papel na divulgação da cultura árabe pelo mundo" - é professor em universidades dos EUA, da Europa e do Médio Oriente.
A Adalberto Alves, director do Centro de Estudos Luso-Árabe, em Silves, a UNESCO enalteceu-o por ter "inspirado muitos escritores portugueses e espanhóis [um deles o romancista Pedro Plasencia, autor de El Tiempo de los Cerezos] a divulgar a história da cultura árabe do Gharb al-Andalus".
Hoje, o advogado que de dia trabalhava num banco e de noite "dormia pouco" para ir além do "romantismo e exotismo" do Ladrão de Bagdad, prepara um dicionário de palavras portuguesas de origem árabe (toponímia, antroponímia, léxico corrente e empréstimos semânticos), a publicar em 2009. Já havia um, de José Pedro Machado, mas este tem mais elementos, "ainda que não pretenda ser exaustivo, porque todos os dias o português recebe contribuições árabes, como Al-Qaeda/A Base).
Assim, se já sabíamos que "oxalá" derivava de Insh'Allah (Deus queira), ficamos a saber que os árabes nos deram a "bochecha" (mashash), o jorro (jara), o açaime (al-zimân), a febra (habra) ou o tamarindo (tamr al-hindi, tâmara do Índico). Como chegou ele aqui? "Consultando muitos dicionários e fontes árabes", língua que aprendeu na Universidade Nova, nos anos 1980.
Para fazer a necessária pesquisa e escrever este dicionário, o arabista bateu às portas de "várias embaixadas e instituições culturais". Nenhuma se abriu, lamenta. Agora parte do prémio será usada para pagar despesas como a compra da imprescindível Enciclopédia do Islão, "com 12 volumes e cada um a 150 contos".
O Prémio Sharjah deve o nome e fundos a um emirado do golfo Pérsico. Curiosamente, Sharjah é um dos raros territórios árabes que Adalberto Alves, de 69 anos, ainda não visitou. A sua atenção vira-se agora para o sufismo, o misticismo islâmico. "Se perguntarem se sou muçulmano digo que sim, mas também que sou hindu, porque acredito na unidade de todas as religiões."
Sharjah, o território que dá nome ao prémio, é um dos poucos lugares árabes que Adalberto Alves ainda não visitou.»
domingo, 28 de setembro de 2008
Festival Islâmico al-Mossassa
Decorre em Marvão, de 3 a 5 de Outubro o Festival Islâmico al-Mossassa, celebrando assim a fundação do seu castelo, no século IX, por ibn Marwân, de quem tirou o nome.
عبد الرحمن بن مروان بن یونس
ʿAbdu r-Raḥmān bnu Marwān bnu Yūnus, também conhecido por "ibnu l-Jillīqī" (filho do Galego, designando "galego" qualquer habitante do Norte cristão) era um muwallad, um descendente de não muçulmanos, que, em 868, se revoltou contra o emir de Córdova, liderando um exército de moçárabes e muwallad. Um dos seus bastiões foi a vila de Marvão, cujo castelo construiu no cimo do monte, em cujo sopé se situou a cidade romana de Amaia.
O programa é aliciante!
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quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Cursos 2008
O ano lectivo começou, e o CLi retoma também a oferta de cursos. Os interessados na língua Árabe (e não só!) deverão contactar o CLi através dos contactos disponíveis na sua página, de modo a obter informações mais concretas. No caso do Árabe, poderão também contactar-me directamente.
Arabian Love Poems
Nizar Qabbani (é assim a transcrição correcta) é um dos poetas mais populares das letras árabes. Nascido em Damasco em 1923, morreu em 1998, em Londres.
Esta edição reúne poemas de temática amorosa, talvez o aspecto que mais notabilizou Qabbani. Os poemas são apresentados em versão bilingue, com a particularidade de o texto árabe não ser tipográfico, mas manuscrito (e vocalizado) pelo próprio Qabbani. Embora isto possa trazer dificuldades a quem está menos familiarizado e treinado na escrita árabe, não deixa de ser uma mais valia importante.
Nizar Kabbani, Arabian Love Poems. Full Arabic and English Texts. Three Continents Press, 1998
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Les Quarante Hadiths - الأربعون النووية
As hadith (حَديث ج أحاديث) são breves relatos orais que dão conta dos ditos e feitos de Maomé, constituídas por dois elementos: o relato propriamente dito, o matn (مَـتْـن), e a linha de transmissão, 'isnad (إسْناد). A linha de transmissão remonta aos tempos do Profeta, e visa autenticar o conteúdo da hadith.
O Imam An-Nawawi (631-676) recolheu 40 hadith de Maomé, que são editadas por este volume bilingue (árabe - framcês), e com transcrição fonética. O texto árabe está integralmente vocalizado.
Imam An-Nawawi, Les Quarante Hadiths - الأربعون النووية . Dar Albouraq, Beirute, 2005
O Imam An-Nawawi (631-676) recolheu 40 hadith de Maomé, que são editadas por este volume bilingue (árabe - framcês), e com transcrição fonética. O texto árabe está integralmente vocalizado.
Imam An-Nawawi, Les Quarante Hadiths - الأربعون النووية . Dar Albouraq, Beirute, 2005
sábado, 13 de setembro de 2008
Toponímia - Alcaria
A quem anda pelas estradas secundárias das planícies alentejanas não passa despercebida a quantidade de povoações com o nome "Alcaria", ora simples ora, mais comummente, composto. Por exemplo, "Alcaria dos Ruivos" ou "Alcaria dos Javazes". Alcaria é o árabe القرية (al-qarya), do radical قرى , com o sentido de hospitalidade.
قرية ج قرى
[qarya pl. qurān] - aldeia, povoação
Raiz: قرى
قرية ج قرى
[qarya pl. qurān] - aldeia, povoação
Raiz: قرى
Toponímia - Albufeira
Uma das praias mais bonitas da região de Lisboa é a Lagoa de Albufeira, perto de Sesimbra. O nome deve-se à grande lagoa de água salgada, que comunica com o mar na maré cheia. O aspecto curioso deste topónimo é o seu carácter pleonástico. É que se "lagoa" tem um significado claro para qualquer falante de português, "albufeira" é menos corrente, embora exista como substantivo comum, referindo-se a um lago de água salgada, ou, mais frequentemente, ao lago formado pelas águas contidas de uma represa.
A palavra tem a sua origem no árabe البحيرة (al-buḥayra - lagoa), do radical بحر , que dá também origem ao substantivo بحر (baḥr - mar), de que بحيرة é formalmente um diminutivo com a marca de feminino.
A mais conhecida Albufeira portuguesa é a situada no Algarve, mas esta, a de Sesimbra, é bem mais bonita.
بحيرة
[buḥayra] - lagoa
Raiz: بحر
A mais conhecida Albufeira portuguesa é a situada no Algarve, mas esta, a de Sesimbra, é bem mais bonita.
بحيرة
[buḥayra] - lagoa
Raiz: بحر
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Uma viagem ao Gharb al-Andalus . 2
Numa rua de Faro, enquanto procurava uma pastelaria para matar saudades dos doces algarvios e dar uma facadinha na dieta, dei de caras com isto.
Uma viagem ao Gharb al-Andalus . 1
Passei dois dias entre Mértola e o Milreu. Deixo aqui ligações para as fotografias que por lá tirei.
sábado, 6 de setembro de 2008
E não é que falou mesmo?

Ia eu na rua, aqui em Torres Vedras, com esta t-shirt, quando notei que do outro lado da rua um rapaz num carro estacionado me chamava. Quando cheguei perto dele, perguntou-me se eu sabia o que estava escrito. Quando lhe disse que sim, começou imediatamente a falar-me em árabe. O diálogo foi mais ou menos assim, e eu dispenso tradução:
هو ـ هل تتكلم العربية؟
أنا ـ قليلا
هو ـ أنا مغربي وأنت؟
أنا ـ أنا برتغالي
هو ـ أين تدرس العربية؟
أنا ـ في حامعة لشبونة وفي إنترنت أيضا
هو ـ أأنت مسلم؟
أنا ـ لا
أنا ـ قليلا
هو ـ أنا مغربي وأنت؟
أنا ـ أنا برتغالي
هو ـ أين تدرس العربية؟
أنا ـ في حامعة لشبونة وفي إنترنت أيضا
هو ـ أأنت مسلم؟
أنا ـ لا
huwa – hal tatakalamu l-ʿarabīya?
'anā – qalīlan
huwa – 'anā maġribīy wa-'anta?
'anā – 'anā burtuġālīy
huwa – 'ayna tadrusu l-ʿarabīya?
'anā – fī jāmiʿat Lišbūna wa- fī 'intirnit 'aiḍan
huwa – 'a'anta muslim?
'anā - lā
'anā – qalīlan
huwa – 'anā maġribīy wa-'anta?
'anā – 'anā burtuġālīy
huwa – 'ayna tadrusu l-ʿarabīya?
'anā – fī jāmiʿat Lišbūna wa- fī 'intirnit 'aiḍan
huwa – 'a'anta muslim?
'anā - lā
Depois perguntou-me se via canais de TV árabes, e porque aprendia árabe. Não me lembro da estrutura frásica que ele usou, e respondi em português, porque no inesperado da situação, e tendo em conta os meus ainda limitados conhecimentos, não era capaz de frases mais complexas. Foi uma experiência muito curiosa, fiquei muito contente por ter conhecido uma pessoa nova, e por ter conseguido acompanhar o diálogo em árabe.
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Modern Arabic Short Stories
Ronak Husni, Daniel L. Newman (ed.), Modern Arabic Short Stories. A bilingual Reader. Saqi Books, Londres, 2008. ISBN 13: 978-0-86356-436-9
O presente volume reúne 12 pequenos contos de outros tantos autores de língua árabe, de Marrocos ao Iraque. Os editores usaram como principais critérios de selecção a representatividade geográfica, e inexistência de traduções em inglês. Os nomes presentes são de autores consagrados nas letras árabes modernas, com particular destaque para o “Nobel” egípcio Najib Mahfouz (editado em Portugal como Naguib). A edição é, como indica o título, bilingue: na página direita o original árabe, na esquerda a tradução inglesa. O texto árabe não foi editado, respeitando as edições originais. A vocalização é rara, surgindo apenas em casos de eventual ambiguidade. Os editores anotaram, porém, o texto, com notas que remetem para o final de cada conto, desenvolvendo aspectos gramaticais e culturais. O objectivo assumido pelos editores é a utilização destes textos quer em situação de aula quer em aprendizagem autodidacta, e por isso os contos estão organizados de acordo com o grau de dificuldade.
O presente volume reúne 12 pequenos contos de outros tantos autores de língua árabe, de Marrocos ao Iraque. Os editores usaram como principais critérios de selecção a representatividade geográfica, e inexistência de traduções em inglês. Os nomes presentes são de autores consagrados nas letras árabes modernas, com particular destaque para o “Nobel” egípcio Najib Mahfouz (editado em Portugal como Naguib). A edição é, como indica o título, bilingue: na página direita o original árabe, na esquerda a tradução inglesa. O texto árabe não foi editado, respeitando as edições originais. A vocalização é rara, surgindo apenas em casos de eventual ambiguidade. Os editores anotaram, porém, o texto, com notas que remetem para o final de cada conto, desenvolvendo aspectos gramaticais e culturais. O objectivo assumido pelos editores é a utilização destes textos quer em situação de aula quer em aprendizagem autodidacta, e por isso os contos estão organizados de acordo com o grau de dificuldade.
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
Cosmorama - Islão
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Provérbios e frases feitas . 24
العلم في الصغر كالنقش في الحجر
[al-ʿilm fī ṣ-ṣiġar ka-n-naqš fī l-ḥajar]
o conhecimento na juventude é como um relevo na pedra
o conhecimento na juventude é como um relevo na pedra
Vocabulário:
- حجر ج أحجار
[ḥajar pl. 'aḥjār] - pedra
Raiz: حجر - صغر
[ṣiġar] - juventude
Raiz: صغر - نقش ج نقوش
[naqš pl. nuqūš] - escultura, relevo
Raiz: مهد
N.B.: a partícula كـ [ka-] introduz uma comparação.
Provérbios e frases feitas . 23
أطلبوا العلم من المهد إلى اللحد
['uṭlubū l-ʿilm mina l-mahd 'ilā l-laḥd]
procurai o conhecimento desdo o berço até ao túmulo
(ditos do Profeta)
['uṭlubū l-ʿilm mina l-mahd 'ilā l-laḥd]
procurai o conhecimento desdo o berço até ao túmulo
(ditos do Profeta)
Vocabulário:
- طلب (u)
[ṭalaba] - procurar
Raiz: طلب - لحد ج لحود
[laḥd pl. luḥūd] - túmulo
Raiz: لحد - مهد ج مهود
[mahd pl. muhūd] - berço
Raiz: مهد
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