2. Sistema verbal
- imperfeito do indicativo activo
3. Oração integrante introduzida por أَنْ
['urîdu 'an 'aḏhaba]
Quero ir
أريد أن تذهبَ
['urîdu 'an taḏhaba]
Quero que tu (homem) vás
أريد أن تذهبي
Quero que tu (mulher) vás
O CLi inicia a partir desta semana os seus novos cursos de Árabe. Esperemos que sejam apenas os primeiros de muitos, para este ano!«Ex.mo(a) Senhor(a)
O Centro de História da Universidade de Lisboa vem por este meio divulgar o Colóquio Internacional A Península Ibérica, o Magrebe e o Mediterrâneo e a Exposição O Sahara: Patrimónios, Arte e Memória, organizados pelo Centro de História (no âmbito da sua linha de investigação em Modelos Identitários) em colaboração com o CIDEHUS (Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora), e coordenados pelo Prof. Doutor Hermenegildo Fernandes, investigador do C.H.U.L. O Colóquio, com o qual se pretende proceder ao lançamento do novo curso de mestrado O Sul Ibérico e o Mediterrâneo, leccionado entre a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e a Universidade de Évora, visa discutir aspectos vários da história e da cultura das duas margens do Mediterrâneo Ocidental, incidindo sobretudo sobre a Antiguidade e a Idade Média, e contará com a participação de vários especialistas portugueses e argelinos de reconhecido mérito. O Colóquio terá lugar nos dias 13 e 14 de Outubro, no Anfiteatro III da Faculdade de Letras, e a Exposição decorrerá entre 13 e 31 do mesmo mês, no átrio da mesma instituição.»
09.10.2008, Margarida Santos LopesOs 22 mil euros
vão ajudar a financiar
uma enciclopédia para
a qual nenhuma embaixada
ou instituto cultural
quis contribuir
Adalberto Alves consegue precisar o momento em que se apaixonou pela cultura árabe. Foi aos cinco anos, quando viu o filme Ladrão de Bagdad, "não a versão muda" mas a que foi realizada em 1940 por Ludwig Berger, Michael Powell e Tim Whelan. Ontem, a UNESCO recompensou esse amor, mas também a sua "busca interior", que o levou a escrever "uns 30 e tal livros", como afirmou ao PÚBLICO, por telefone.
Autor de O Meu Coração é Árabe, provavelmente uma das suas obras mais conhecidas - "os leitores sentiram-se tocados como se tivessem reencontrado um parente perdido" - o poeta, ensaísta e tradutor português vai receber 22 mil euros, o valor do Prémio Sharjah para a Cultura Árabe, criado pela UNESCO em 1998.
A mesma quantia será atribuída ao egípcio Gabel Asfour, director da Fundação de Tradução Nacional no Cairo. A Asfour foi reconhecido o seu "importante papel na divulgação da cultura árabe pelo mundo" - é professor em universidades dos EUA, da Europa e do Médio Oriente.
A Adalberto Alves, director do Centro de Estudos Luso-Árabe, em Silves, a UNESCO enalteceu-o por ter "inspirado muitos escritores portugueses e espanhóis [um deles o romancista Pedro Plasencia, autor de El Tiempo de los Cerezos] a divulgar a história da cultura árabe do Gharb al-Andalus".
Hoje, o advogado que de dia trabalhava num banco e de noite "dormia pouco" para ir além do "romantismo e exotismo" do Ladrão de Bagdad, prepara um dicionário de palavras portuguesas de origem árabe (toponímia, antroponímia, léxico corrente e empréstimos semânticos), a publicar em 2009. Já havia um, de José Pedro Machado, mas este tem mais elementos, "ainda que não pretenda ser exaustivo, porque todos os dias o português recebe contribuições árabes, como Al-Qaeda/A Base).
Assim, se já sabíamos que "oxalá" derivava de Insh'Allah (Deus queira), ficamos a saber que os árabes nos deram a "bochecha" (mashash), o jorro (jara), o açaime (al-zimân), a febra (habra) ou o tamarindo (tamr al-hindi, tâmara do Índico). Como chegou ele aqui? "Consultando muitos dicionários e fontes árabes", língua que aprendeu na Universidade Nova, nos anos 1980.
Para fazer a necessária pesquisa e escrever este dicionário, o arabista bateu às portas de "várias embaixadas e instituições culturais". Nenhuma se abriu, lamenta. Agora parte do prémio será usada para pagar despesas como a compra da imprescindível Enciclopédia do Islão, "com 12 volumes e cada um a 150 contos".
O Prémio Sharjah deve o nome e fundos a um emirado do golfo Pérsico. Curiosamente, Sharjah é um dos raros territórios árabes que Adalberto Alves, de 69 anos, ainda não visitou. A sua atenção vira-se agora para o sufismo, o misticismo islâmico. "Se perguntarem se sou muçulmano digo que sim, mas também que sou hindu, porque acredito na unidade de todas as religiões."
Sharjah, o território que dá nome ao prémio, é um dos poucos lugares árabes que Adalberto Alves ainda não visitou.»

Deixo-vos um trabalhinho de casa que entreguei à minha professora egípcia este fim-de-semana, respondendo ao desafio de descrever os pontos de interesse ("landmarks"?) do nosso país ou cidade. Deixo a transcrição fonética no fim, para permitir que tentem ler primeiro sem mais ajudas do que as vogais breves. Não transcrevo foneticamente as vogais breves finais, excepto nas anexações, nos afixos ou antes do artigo, para evitar um encontro de 3 consoantes seguidas. Tradução? Talvez amanhã ;) مَعالِمُ لِشْبونةَ لشبونةُ مَدينةٌ جَميلةٌ وعَريقةٌ جِدًّا. فيها مَعالِمُ كَثيرةٌ ومُهِمةٌ ولكن الزَلازِلُ والتسونامي الكثيرة دَمَّرَتْها. أَكْبَرُهَا زِلْزالُ وتسونامي عام ١٧٥٥ اَلَّلذان دمّرَا مُعْظَم المدينةِ. وهَذهِ هي أَهَمُّ المعَالِمِ: الكاتِدْرائية قَلْعةُ القِدّيسِ جِرْجِسَ هِيَ قَلْعةٌ عَريقةٌ جِدًّا. كانَتْ رومانيّةً، ثُمَّ قُوطيّةً، ثم عربيةً، وأخيرا برتغاليةً. تَقِعُ على إحدى هَضَباتِ لشبونةَ السَّبْع. على هذه الهَضَبةِ كانَتْ. ولِذَلِك فَإنَّ الكَثِيرَ مِنَ الأحْيَاءِ هُنَاكَ مَازَالَت تَحْمِل أَسْمَاءً عَرَبِيَّةً مِثْل الجوبه (Aljube) والحمى (Alfama) وغَيْرهما. المَدِينَةُ العَرَبِيَّةُ القَدِيمَةُ